Olhar Público

Terça-feira, 8 de Junho de 2010 - "Deus em nós…."

Deus em nós….
São momentos decisivos. Imprescindíveis. Vividos ali, em silêncio, como se o tempo parasse, aparentemente sozinho. Para além da Liturgia das Horas, da meditação sobre a liturgia diária, procuro algum texto que ofereça novas perspectivas, que seja alimento. Recito, por exemplo, uma bela oração de S. Tomás de Aquino:

Que eu chegue a Ti, Senhor,
por um caminho seguro e recto;
caminho que não se desvie
nem na prosperidade nem na adversidade,
de tal forma que eu te dê graças
nas horas prósperas e nas adversas,
conserve a paciência,
não me deixando exaltar pelas primeiras
nem abater pelas outras.


Dá-me, Senhor Deus, um coração vigilante,
que nenhum pensamento curioso arraste para longe de Ti;
um coração nobre que nenhuma afeição indigna debilite;
um coração recto que nenhuma intenção equívoca desvie;
um coração firme, que nenhuma adversidade abale;
um coração livre, que nenhuma paixão subjugue.


Concede-me, Senhor meu Deus,
uma inteligência que Te conheça,
uma vontade que Te busque,
uma sabedoria que Te encontre,
uma vida que Te agrade,
uma perseverança que Te espere com confiança
e uma confiança que Te possua, enfim. Amén.

http://zanzamos.files.wordpress.com/2009/08/navegar20em20mar20de20letras20-20jean-sebastien20monzani.jpgÀ medida que o tempo passa, carregado de novidades e imprevistos, de encontros e reencontros, de momentos de tantas corres; nesse tempo impiedoso que reduz quase tudo a cinzas e ao esquecimento, há algo em nós que é imutável, constante que cresce connosco, que está sempre presente: Deus.

Quando navego por instantes no mar de uma vida já vivida, alegro-me sentir essa Presença Misteriosa. Apercebo-me que a minha história não é resultado apenas das minhas decisões e das circunstâncias, mas também da acção d’Aquele que me chamou à vida e a uma Missão no mundo. Como o Povo de Deus no AT, Deus é o protagonista principal da história: libertou-os do Egipto, conduziu-os pelo Mar Vermelho, alimentou-os no deserto, derrotou por eles os inimigos e introduziu-os na Terra Prometida. Esse Deus continua a fazer história em cada um de nós.

Um pouco de história
Decorria o ano de 1968. A pedido do Patriarca de Lisboa, a capela do Lar dos Estudantes Vicentinos passa a ser também Igreja paroquial, sendo instituído o Vicariato de S. Tomás de Aquino da Luz-Sul, da paróquia de S. Domingos de Benfica; O Pe. Manuel Tolentino Quintal Nóbrega, Director dos estudantes, ficou a ser o responsável pela nova área Pastoral. 

Em 1971, altura em que se celebrou aqui a 1ª Eucaristia com uma vintena de pessoas, notava-se que era uma zona sem a mínima tradição comunitária cristã; em 1980, o recenseamento dominical dá-nos conta de um aumento significativo dos fiéis: 826, uma pequena parte de uma população rondava já as 6 ou 7 mil pessoas, de grande heterogeneidade: um bairro económico; vários bairros de barracas e uma zona nova de propriedade horizontal, nos Soeiros.

As estruturas físicas usadas para o sustento da vida paroquial (salas de catequese, salas para reuniões de movimentos e associações apostólicas) eram as da Comunidade dos Padres Vicentinos. Mas, entre 1981 e 1985 se materializou a construção da residência paroquial, impulsionada pelo Pe. João Sevivas. Em 1986 o Pe. Américo Martins toma conta da paróquia e inaugura a nova residência paroquial. 

Ainda no mesmo ano, a 3 de Outubro, dá-se a criação da paróquia autónoma de S. Tomás de Aquino, definitivamente desmembrada de S. Domingos de Benfica, com o mesmo território do Vicariato.
Dois anos depois o Pe. João Sevivas substitui o Pe. Américo Martins como pároco. 

http://www.paroquiatomasaquino.com/cms2/images/paroquia/igreja/igreja_05_pan.jpg
Em 1991, têm lugar outros importantes acontecimentos para a vida paroquial: é inaugurado o Centro de Dia e, em Agosto, tem lugar a bênção da primeira pedra da futura Igreja paroquial. 

O pároco volta a mudar: o Pe. José Alves foi o escolhido. Apenas em 1994 se deu início às obras de construção da Igreja Paroquial de São Tomás de Aquino, que foi posta ao serviço dos fiéis a 21 de Abril de 1996. A sua bênção e dedicação foram feitas pelo Cardeal Patriarca de Lisboa D. António Ribeiro. (Texto adap. SOUSA, A., 2007)
Estou em S. Tomás de Aquino, como Pároco, desde Outubro de 2008.

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